quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Enfermagem;Compromisso ou status?

    Anna Justina Ferreira Nery pioneira na enfermagem no Brasil!Como ela veria nos tempos de hoje o que vem acontecendo,principalmente na área da saúde,pessoas que buscam essa profissão de enfermeiro apenas por status,se veem na oportunidade de vestirem um jaleco branco,um bom salto(no caso das mulheres) e se sentirem "orgulhosos" toda vez que ficam de frente com um paciente mais humilde que os confunde chamando-os de doutores,aí onde os primeiros indícios que estão na profissão errada.
  Ora bolas,em nada tem à ver com desleixo,não estou aqui também dizendo que pessoas vaidosas, que se cuidam de maneira além do comum sejam profissionais ruins,não é isso.É que essa profissão não é a melhor para se ter muito apego à vaidade,entre máscaras protetoras,unhas delicadamente passada apenas base,toca capilar esquentando sua cabeça o dia inteiro,isso quando estão no hospital.
Pois há a turma do P.S.F.(Programa de Saúde da Família)que prefere as visitas domiciliares,lidar com o povo e ver sua realidade bem de perto,levando sol na cabeça,viajando em carros muitas vezes sem o mínimo de conforto com dor de cabeça de tanto ver números de estatísticas em meio à uma pilha de papéis rabiscados para não esquecer que Dr Fulano de tal deu certa ordem e as consultas de muitos que veem esses profissionais como amigos.

À 10 anos minha família decidiu procurar os serviços de um plano de saúde o da UNIMED,cujo o qual muito famoso por ser um dos melhores e bem equipado;passado o tempo quando lançado o projeto que visava cuidar de pacientes em estado mais crítico de saúde com visitas e assistência diária no próprio domicílio o HOME CARE,optamos por querer,já que umas das minhas mães(vou me referir assim porque eu sempre disse ter quatro mães) e não vem ao caso aqui dizer o porque;já com uma certa idade ao longo do tempo,sua doença asma crônica fez com que à cada crise que ela tinha conforme o clima ia mudando ela ficasse mais debilitada.Ao longo de 7 anos que ela fazia uso do serviço,ficamos satisfeitos com a assistência.Havia 20 sessões anuais de fisioterapia,no caso dela a respiratória,que logo em seguida passaram à ser feitas em casa.Em 7 anos não havia um médico se quer na equipe,caso precisasse,era atendida elo médico particular em seu consultório.As enfermeiras eram maravilhosas e competentes,eram de UTI,como sabem,profissionais que trabalham em unidades de alta complexidade precisam ser no mínimo muito bons.

Em Junho de 2010 surge uma enfermeira recém formada zero de experiência,inclusive de assistência ao idoso onde é tudo mais delicado e complexo.É aí onde vem a reformulação do plano onde a ordem era "REDUÇÃO OU CONTENSÃO DE DESPESAS",vieram os cortes;Fisioterapias reduzidas à 3 por semana enquanto precisávamos em dias apenas alternados,as visitas domiciliares totalmente desorganizadas,ficando muitas vezes de virem por 12 à 15 dias,anotações no prontuário feitas com 3 dias de antecedência,pressão feita para retirar o cilindro de 0² necessário para melhorar a qualidade de vida do paciente,falta de humanização e ética profissional com insultos e grosserias sem medir as palavras desencadeou um quadro de depressão que dentre as mazelas que minha mãe já tinha ainda ficou com crises de ansiedade temendo as próximas visitas feitas pela tal enfermeira,como uma criança com medo do escuro pois além de ouvir o que ninguém merece,ainda mais no estado em que ela se encontrava,ela sabia que "estavam" querendo tirar algo essencial para mantê-la viva e que ela pagava por isso.Ela estava doente e não surda nem cega.

Nos últimos 3 meses de vida chega um médico para a equipe e na maioria das vezes que precisávamos falar com a enfermeira o celular estava fora de área ou desligado.No dia 10/06/11 às 09hs da manhã foi comunicado que o cilindro  de oxigênio estava prestes à acabar e logo outro teria que ser posto no lugar para oxigenação dos pulmões da minha mãe.Devido ao esquecimento da enfermeira a outra bala de oxigênio veio chegar às 16hs e ela entrou em coma devido à falta de oxigênio e a pneumonia.Meia hora seguinte vem a enfermeira,depois de várias tentativas nossas frustradas em saber quem resolveria o problema.Ela veio sem nada,e na situação em que minha mãe se encontrava ela precisava de um oxímetro(aparelho me mede a quantidade de oxigênio nos pulmões) e vem mais preocupação porque o aparelho acusava está em 5,quanto a de um ser humano normal,sadio fica entre 95,96,tornando assim praticamente impossível reverter o quadro clínico.Às 03:30hs da madrugada do 11/06/11 "acaba" o sofrimento.Ela estava no fim,okay!Mas só quem tem o direito de tirar a vida de alguém é Deus e não a irresponsabilidade de uma profissional que não sabe lidar com vidas.E depois disso ela não pisou nem aqui para aqueles encontros inevitáveis onde se precisa dá baixa e fazer alguns procedimentos como por exemplo entregar o que havia ficado que não era nosso.

Triste é quando a vida tenta lhe dá o troco,aí não há clamor nem piedade que dê jeito.Dizem que a vida é uma grande escola e nela,alunos relapsos não passam de ano,nem recebem diploma.

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